Teoria da Colisão de Mundos de Costanza

Todos são influenciados pelo que assistem na TV... seja um filme, uma série, um pokemón dizendo "tá tudo bem agora". Eu mesmo aprendi valores morais e a nunca desistir com Cavaleiros do Zodíaco, enquanto a meninada já calculava o tamanho dos peitinhos das meninas da sala. Acontece.

A antiga e amada série Seinfeld é o repositório de lições da vida prática mais vasto da história das séries de TV.

Hoje você aprende a cozinhar alguma coisa, reconhecer rastros de um crime, colocar um ombro deslocado no lugar, ou perceber intenções sexuais via linguagem corporal... e leva tudo a sério. Aguarda ansiosamente pelos novos episódios e chora em vários deles.

Ok. Seinfeld era uma série sobre o nada. O nada preenche todos os vazios, então o conteúdo real da série é maciço. Uma das teorias mais importantes, a meu ver, trata de amálgama de círculos sociais, explicada por George Costanza, que consiste no seguinte, com tradução (minha, livre) abaixo:

George: Você não faz ideia da magnitude dessa coisa. Se a ela (a namorada dele) for permitido se infiltrar neste mundo, então George Costanza como você conhece cessa sua existência. Veja, agora eu sou o "George de Relacionamento". Mas há o "George Independente". Também há o George que você conhece... o do cinema, da cafeteria, o mentiroso, o leviano.
Jerry: Adoro esse George!
George: Eu também, e ele está morrendo. Se o "de relacionamento" atravessar esta porta, ele matará "o independente". Um George dividido contra si mesmo não aguenta o tranco."


Episódio "The Pool Guy", com assessoria de Pedro Nunes.

É real, após observação atenta e constantes reincidências.

You better believe it buddy...

4 Comments:

Daniel Farinha said...

Se não conhecer, delicie-se: http://movimentoseinfeld.com.br/

Se já conhecer, mande-me à merda...

Daniel Bastos said...

Não o mando à merda, senhor Veloso, mas há de convir que o supracitado website é um belo pedaço de fezes.

Lini said...

é a linha tênue da vida, sempre em voga.

Zoltan said...

A propósito Zombieland é um filme que representa bem o aprendizado de um Zé Piroca sobre como matar efetivamente zumbis e ser enganado por um par de seios. Estou tão convicto que aprendi a lição dos zumbis quanto resignado sobre o êngodo dos peitinhos. É triste eu sei. Depois de ser chamado de "Cowboy de Taguatinga" por ser um cara grosseiro, a mais nova veio esses dias: "Você é o House sem as falas inteligentes e sem a perna manca". To até hoje querendo descobrir a extensão do comentário. ¬¬

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